
Weaponized AI: por dentro do ecossistema criminoso que impulsiona a quinta onda do cibercrime
Relatório aponta IA como motor da nova onda de cibercrimes
A inteligência artificial passou a ocupar papel central na evolução do cibercrime e já impulsiona o que especialistas classificam como a quinta onda das atividades criminosas digitais. Essa é a principal conclusão do relatório Weaponized AI: Inside the Criminal Ecosystem Fuelling the Fifth Wave of Cybercrime, divulgado pela Group-IB, empresa internacional de inteligência contra ameaças, que analisa como ferramentas de inteligência artificial estão sendo incorporadas de forma sistemática às operações criminosas.
Modelos e serviços de IA aproximam ataques de escala industrial
De acordo com o estudo, modelos de linguagem, sistemas de geração de voz e imagem e mecanismos de automação estão sendo utilizados para escalar ataques, reduzir custos e ampliar o alcance de fraudes, phishing, ransomware e invasões direcionadas. Diferentemente de ondas anteriores, marcadas por malware oportunista ou campanhas massivas de spam, a atual fase combina automação, personalização e serviços sob demanda oferecidos em mercados clandestinos.
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Ferramentas ilícitas transformam criminosos em operadores eficientes
O relatório aponta que o ecossistema criminoso passou a comercializar soluções baseadas em inteligência artificial no modelo as a service, incluindo modelos de linguagem sem restrições éticas, conhecidos como Dark Large Language Models (DarkLLMs), serviços de deepfake sob demanda e kits automatizados de phishing. Essas ferramentas permitem que atores com baixo nível técnico conduzam ataques sofisticados, antes restritos a grupos altamente especializados.
Aumento de atividades em fóruns clandestinos sinaliza adoção acelerada
Outro destaque do levantamento é o crescimento expressivo das discussões sobre inteligência artificial em fóruns da dark web. Segundo a Group-IB, o volume de tópicos relacionados ao uso criminoso de IA aumentou mais de 300% nos últimos anos, refletindo a rápida adoção dessas tecnologias por grupos criminosos e redes de fraude organizadas em diferentes regiões do mundo.
Deepfakes e identidades sintéticas ampliam o alcance das fraudes
O uso de inteligência artificial também tem impactado diretamente os métodos de engenharia social. Ataques passaram a explorar vozes sintéticas, vídeos falsificados e identidades digitais artificiais para enganar vítimas e contornar processos de verificação de identidade, como o Know Your Customer (KYC). O relatório registra milhares de tentativas de fraude com deepfakes apenas em 2025, além de prejuízos financeiros que já somam centenas de milhões de dólares globalmente.
Defesa cibernética enfrenta desafios crescentes
Para a Group-IB, a consolidação da inteligência artificial como ferramenta criminosa representa um desafio estrutural para empresas, governos e forças de segurança. A dificuldade de atribuição, a redução de vestígios técnicos e a escala dos ataques exigem estratégias de defesa baseadas em inteligência de ameaças, monitoramento contínuo de mercados clandestinos e cooperação internacional entre setor privado e autoridades.
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