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O Brasil vive uma revolução silenciosa na proteção dos sistemas de pagamento instantâneo. Em 2 de fevereiro de 2026, o Banco Central do Brasil (BCB) implementou um conjunto de regras que redefine o patamar de cibersegurança do Pix — a tecnologia financeira que transformou a forma como pessoas e empresas transferem recursos em tempo real. A nova regulamentação vai muito além de ajustes pontuais: trata-se de uma mudança estratégica para reduzir fraudes, fortalecer a infraestrutura digital e mitigar riscos sistêmicos que ameaçam o sistema financeiro brasileiro.

Por que o Banco Central reforçou as regras de segurança do Pix?

O Pix se consolidou como o principal meio de pagamento do país, mas sua popularização também atraiu criminosos cada vez mais organizados e sofisticados. Golpes digitais, engenharia social, uso de contas laranja e transferências em cadeia passaram a explorar brechas operacionais e a velocidade do sistema.

Diante desse cenário, o Banco Central avançou em duas frentes principais:

  1. Tornou obrigatório o Mecanismo Especial de Devolução (MED) em sua versão ampliada
  2. Reforçou as regras de governança e segurança para provedores de tecnologia que atuam no sistema financeiro

Essas medidas elevam o nível de proteção não apenas do Pix, mas de todo o ecossistema de pagamentos digitais, combinando tecnologia, regulação e cooperação entre instituições.

Confira também: 10 Técnicas de Proteção Contra Ameaças Avançadas de Engenharia Social

MED 2.0: rastreabilidade e resposta rápida contra fraudes no Pix

O Mecanismo Especial de Devolução, criado para permitir a devolução de valores em casos de fraude, passou por uma evolução significativa e agora se tornou obrigatório para todas as instituições participantes do Pix.

Principais avanços do novo MED:

Na prática, isso significa mais chances de recuperação de valores desviados e um ambiente muito menos favorável para fraudes financeiras baseadas em velocidade e pulverização de recursos.

Regras mais rígidas para provedores de TI fortalecem o sistema financeiro

Além das mudanças no Pix, o Banco Central também reforçou a regulamentação aplicada aos Provedores de Serviços de Tecnologia da Informação (PSTI) que sustentam a infraestrutura do sistema financeiro e de pagamentos.

Esses provedores passaram a operar sob exigências mais robustas, como:

Ao fortalecer esse elo da cadeia, o regulador reduz riscos operacionais e cibernéticos, aumentando a resiliência de todo o sistema financeiro nacional.

Impacto direto no combate a fraudes e crimes digitais

O reforço de segurança no Pix representa um avanço concreto em três pilares fundamentais da cibersegurança:

Detecção e resposta mais eficientes

A rastreabilidade ampliada permite identificar padrões suspeitos com mais rapidez, reduzindo o tempo de reação diante de fraudes.

Redução da superfície de ataque

Com provedores de TI submetidos a controles mais rígidos, diminuem as brechas técnicas exploráveis por atacantes.

Cooperação entre instituições

A troca estruturada de informações fortalece a resposta coletiva, tornando golpes em larga escala mais difíceis de executar.

O que muda para usuários, empresas e profissionais de segurança?

As novas regras trazem impactos positivos em diferentes níveis:

Conclusão: o Pix entra em uma nova era de segurança digital

O reforço promovido pelo Banco Central não é apenas uma atualização regulatória — é uma evolução estrutural da defesa do sistema financeiro brasileiro. Ao combinar rastreabilidade avançada, regras mais rígidas para provedores de tecnologia e cooperação entre instituições, o Pix se torna mais seguro, resiliente e confiável.

Em um cenário de crescimento dos crimes digitais, essas medidas mostram que segurança não é opcional — é parte essencial da inovação financeira.

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Confira também: 10 Práticas Essenciais de Governança Cibernética

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