BLOG IBSEC

O Fator Humano: Por Que a Ameaça Interna Supera o Hacker Externo?

O noticiário ecoou com a manchete bombástica: a Polícia Federal (PF) prendeu um funcionário de banco por fraude em cartões em SP. À primeira vista, parece ser apenas um caso de polícia tradicional. Mas para um analista de Cibersegurança com visão estratégica, este evento não é um simples crime de colarinho branco; é o case study perfeito da Ameaça Interna (Insider Threat), o calcanhar de Aquiles das instituições financeiras e o risco mais dispendioso para a segurança da informação.

A IBSEC, líder em capacitação em Segurança da Informação, analisa a notícia sob uma ótica que vai além da prisão: a falha crítica que permitiu o abuso.

Confira também: Gemini 3: o que o novo salto da IA do Google revela sobre o futuro da cibersegurança

Da Fraude no RH à Quebra da Confiança Digital

A complexidade desta fraude reside na sua simplicidade e na confiança depositada no agente.

De acordo com as investigações, o funcionário utilizava seu acesso privilegiado para realizar alterações em dados cadastrais de clientes com alto saldo, substituindo números de telefone originais por outros de sua rede, facilitando assim o desbloqueio não autorizado de cartões em contas de terceiros.

Este modus operandi revela três falhas de segurança gravíssimas que ultrapassam a esfera da fraude física e penetram no cerne da Cibersegurança:

1. Falha na Gestão de Acessos e Privilégios (Least Privilege)

O funcionário possuía um nível de acesso que permitia modificar dados críticos de clientes (o telefone, que funciona como fator de autenticação para desbloqueio) sem que houvesse, aparentemente, uma segregação de funções rigorosa ou um processo de dupla verificação para alterações cadastrais sensíveis.

No mundo da Cibersegurança, o princípio do “Least Privilege” (Menor Privilégio) é mandatório: nenhum colaborador deve ter acesso a mais informações ou permissões do que o estritamente necessário para sua função. A ausência ou fragilidade desse controle foi a porta de entrada para a fraude.

2. AMEAÇA INTERNA: A Contabilidade do Prejuízo

O relatório do Ponemon Institute aponta que o custo médio global de um incidente de Insider Threat é significativamente superior ao de ataques externos. Por quê? Porque o agente interno conhece as brechas, os sistemas de defesa e os dados mais valiosos.

Este caso em São Paulo mostra que o dano não é só financeiro, mas reputacional e de Compliance com a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados). A manipulação de dados cadastrais é uma violação da confidencialidade e integridade da informação do titular, sujeitando o banco a multas milionárias, além da perda irreparável da confiança do cliente.

3. Falha no Monitoramento de Comportamento (UEBA/SIEM)

A prisão só foi possível porque a própria instituição financeira alertou a PF. No entanto, em um ambiente de Cibersegurança maduro, a detecção deve ser proativa, não reativa.

Sistemas de SIEM (Security Information and Event Management) e, principalmente, UEBA (User and Entity Behavior Analytics) são projetados para identificar padrões de comportamento anômalos. Uma mudança repentina e frequente de dados cadastrais de clientes de alto valor por um único funcionário deveria ter disparado um alerta imediato, contendo o risco antes que a fraude se consolidasse.

O Caminho IBSEC para a Defesa Zero Trust

O caso da PF prendendo funcionário de banco por fraude em cartões em SP é um lembrete inequívoco: a cibersegurança não se resume a firewalls e antivírus. Ela se baseia em uma cultura de segurança robusta, políticas de GRC (Governança, Risco e Compliance) afiadas e, acima de tudo, profissionais de TI e Segurança altamente qualificados.

O conceito de Zero Trust é a única resposta inteligente para a Ameaça Interna. Ele prega: Nunca confie, sempre verifique.

Para que sua organização evite ser a próxima manchete, é imperativo investir em:

  1. Auditoria Contínua de Privilégios: Revisão periódica e automática dos acessos de todos os colaboradores.
  2. Educação em Cultura de Segurança: Treinamento que transforma funcionários de “elos mais fracos” em “primeira linha de defesa”.
  3. Certificação de Profissionais: Garantia de que sua equipe entende e aplica as melhores práticas de Gestão de Risco e Segurança da Informação (GSI).

A sorte não protege os dados de ninguém. A segurança digital é uma ciência exata, baseada em processos, tecnologia e, crucialmente, na competência humana.

Confira também: Zero Trust: O que é e por que sua empresa precisa

Proteja seu futuro digital com a IBSEC

Capacite-se com quem é referência em cibersegurança no Brasil e esteja preparado para enfrentar as ameaças digitais em constante evolução.

Domine as práticas que o mercado exige e conquiste novas oportunidades na área.

Acesse agora os cursos da IBSEC e fortaleça suas defesas cibernéticas com confiança.

#IBSEC #IBSECers #IAFirstProfessional #IAFirst

Rua Conceição de Monte Alegre, 107 - Bloco B
10º andar, Brooklin - São Paulo, SP - Brasil | CEP: 04563-060

contato @ ibsec.com.br

© Por IBSEC - Instituto Brasileiro de Cibersegurança | CNPJ: 07.697.729/0001-08

Todos os diretos reservados. | Termos | Privacidade