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Agentes de IA como o ClawdBot representam uma nova fronteira da automação inteligente — mas também inauguram uma nova superfície de ataque. Diferente de chatbots tradicionais, o ClawdBot pode ter acesso direto ao sistema operacional, arquivos, navegador, terminal e contas do usuário.

Isso o torna extremamente poderoso… e potencialmente perigoso se não for configurado corretamente.

Neste artigo, a IBSEC apresenta as 10 configurações de segurança fundamentais para proteger seu ambiente ao usar o ClawdBot, com base em boas práticas de hardening, segregação de acessos e princípios clássicos de cibersegurança.

O que torna o ClawdBot diferente (e mais arriscado)

O ClawdBot não é apenas um chatbot. Dependendo da configuração, ele pode:

Em termos de risco, operar um agente de IA com acesso ao sistema equivale a dar privilégios administrativos a uma entidade autônoma. Por isso, segurança não é opcional — é obrigatória.

Confira também: Diretor de cibersegurança dos EUA é pego por upload de arquivos secretos no ChatGPT

1. Entenda o nível real de acesso do ClawdBot

O primeiro erro de segurança é tratar o ClawdBot como se fosse “apenas mais uma IA”.

Na prática, ele pode ter acesso total ao ambiente onde está instalado. Pense nisso como entregar:

Tudo de uma vez.

Consciência de risco é a primeira camada de defesa.

2. Use um computador separado para rodar o ClawdBot

Nunca instale o ClawdBot no seu computador principal.

O ideal é utilizar:

Por quê?
Isso isola arquivos pessoais, fotos, senhas bancárias e dados sensíveis.

Em segurança, isolamento é proteção.

3. Crie contas separadas exclusivamente para o ClawdBot

Jamais reutilize contas pessoais.

Crie novas credenciais dedicadas, como:

Isso impede que o agente tenha acesso a:

4. Restrinja rigorosamente quem pode enviar mensagens ao bot

Durante a configuração inicial, escolha quem pode interagir com o ClawdBot.

As opções mais seguras são:

Nunca use o modo “Open”, que permite acesso irrestrito.

5. Ative logs e monitoramento desde o primeiro dia

Logs são essenciais para:

Ative o registro de interações e ações, garantindo que dados sensíveis sejam mascarados.

Boas práticas incluem:

6. Proteja o Gateway WebSocket com autenticação local

O painel de controle do ClawdBot não pode ficar exposto sem proteção.

Configure autenticação por token no gateway, garantindo que:

Esse passo é essencial para evitar controle remoto indevido.

7. Inclua regras de segurança no prompt de sistema do agente

O prompt de sistema também é um controle de segurança.

Inclua diretrizes claras, como:

Isso reduz drasticamente riscos de engenharia social aplicada à IA.

8. Execute auditorias de segurança regularmente

O ClawdBot possui mecanismos internos de auditoria que devem ser executados:

Essas auditorias identificam:

9. Utilize sempre os modelos de IA mais atualizados

Modelos mais novos são:

Atualizar o modelo não é apenas ganho de performance — é mitigação de risco.

10. Fique atento aos sinais de comprometimento

Mesmo com todas as proteções, incidentes podem acontecer.

 Sinais claros de alerta incluem:

Se isso acontecer:

  1. Interrompa o uso imediatamente
  2. Troque todas as senhas
  3. Audite arquivos e acessos.

Resposta rápida reduz impacto.

Conclusão: agentes de IA exigem mentalidade de segurança

Ferramentas como o ClawdBot inauguram uma nova era, mas também exigem maturidade em segurança da informação.

Quem trata agentes de IA como simples assistentes digitais está assumindo riscos desnecessários.

Na IBSEC, defendemos que:

Automação sem segurança é vulnerabilidade automatizada.

Confira também: Clonagem de Voz com IA: o que é, como funciona e riscos

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